domingo, 8 de julho de 2007

Nossa Verdadeira Essência

Tenho falado nos textos anteriores sobre a nossa verdadeira essência. É importante então que agora nós possamos nos deter especificamente sobre este tema para entendermos mais claramente sua importância no processo de desenvolvimento pessoal de cada um. Tanto o Budismo como o Espiritismo trazem informações preciosas sobre nossa verdadeira essência e embora achando que o Budismo se debruça mais detalhadamente sobre esta questão falarei usando o enfoque espírita por achar de mais simples entendimento.
Basicamente o que nos diz a teoria espírita é que no momento de nossa criação estamos totalmente puros em nossa essência, um princípio inteligente não perfeito mas perfectível. Explicando melhor não somos perfeitos pois estamos desprovidos de conhecimentos, mas perfectíveis por termos os meios para aquisição dos conhecimentos nescessários para atingir este estado de sabedoria. O que ocorre durante este processo é que, desprovidos desta sabedoria aprendemos cometendo erros, e vivenciando todas as sensações e consequências de nossos atos.
É claro que seria muito injusto se nós pagássemos por erros cometidos durante nossa aprendizagem pela nossa própria condição de ignorância. Mas como foi dito por Cristo que os tempos de ignorância não são levados em conta e mais, disse Cristo também que sendo o espírito ignorante não pode ver e portanto não pode ser considerado culpado, mas no momento em que aprendeu já sabe, já vê e então colhe o resultado de seu plantio.
Não somos punidos então pelo erro e sim pelo apego ao erro. Nos apegamos ao egoísmo para preservar nosso conforto, por exemplo, mesmo sabendo que outros seres estão sofrendo com este procedimento e é aí que começam os nossos problemas.
Nossa verdadeira essência é como uma chama colocada em uma redoma muito límpida e que irradia sua através de nosso ser. A cada ato equivocado de nossa parte ou cada identidade artificial que assumimos esta redoma se vê coberta por uma camada de impureza, e estas impureza constantemente depositadas sobre esta redoma vai impedindo que a luz se irradie para fora e acaba confinada nesta redoma preta de sujeira.
Quando falamos que estamos afastados de nossa verdadeira essência é justamente não termos mais contato com nossa chama interior e como toda luz que fica confinada ela queima o que lhe apriosiona no caso nosso espírito, que no caso é a redoma que envolve a luz.
Para encontrar nossa essência é necessário limpar nosso espírito com ações diferentes, ações de compaixão de ajuda e compromisso com todos os nossos irmãos. Só assim iremos clarear a redoma e deixar que esta luz vivificante possa novamente circular por nosso ser trazendo a alegria e lucidez . Isso leva tempo mas mesmo com o processo lonje do fim já é possível colher os frutos de uma felicidade relativa.
Um abraços a todos.

sábado, 7 de julho de 2007

Dica de Livro

Título: A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão
Autor: Laurindo Lalo Leal Filho
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 33,90

Felicidade

Olá meus amigos, muita luz a todos.
Chove em Porto Alegre, o frio começa aos poucos a se fazer presente. Coloquei um cd do Radiohead e penso no que escrever hoje. Gostaria de escrever sobre amenidades e resolvi falar um pouco sobre felicidade.
Para mim está claro que a felicidade absoluta não será alcançada nesta nossa existência material. Muitos dos que travo relação acreditam que a felicidade que persigo chega a ser utopia, mas muitos destes também não acreditam em muitas vidas e renascimentos, em libertação de um estado inferior para um estado muito superior, e outros tantos nem acreditam que estão em algum tipo de prisão.
Mas o que me chama a atenção é que, mesmo depois de tantas conquistas que elevaram nosso padrão de conforto nas diversas áreas de nossas vida, brota muito forte no seio de todos nós uma constante insatisfação, uma sensação de infelicidade. É claro que a injustiça clara que se faz presente na nossa sociedade seria suficiente para justificar este sentimento, mas mesmo para aqueles os quais a "sorte" parece ter sorrido, notamos a manifestação clara da infelicidade. Não estamos vendo notícias cada mais freqüentes de jovens de classe média alta, que estão livres de dificuldades financeiras e que por isso teriam seus caminhos de ascenção social desimpedidos de maiores obstáculos, se dedicarem a espancamentos contra pessoas simples que não fizeram absolutamente nada a não ser ter o "azar" de estarem no lugar e hora errados? Estas tentativas de homicídio são expressão de quê? De infelicidade, de insatisfação. Criamos uma sociedade em que as pessoas não tem mais tempo de conversar com seus próprios filhos. Gastamos tempo demais com ilusões de felicidade tais como plásticas, casas grandes demais,carros mais potentes, celulares descartáveis, para realçar uma pretensa beleza física e esconder uma feiúra de atos e omissões cegas.
Se não é possível atingir a felicidade absoluta, é possível nos colocar a caminho em sua direção e desde já realizar um estado de felicidade relativa. Como? Pra mim está claro que estamos colocando a chave da felicidade cada vez mais na mão dos outros ou condicionadas em ocorrências externas. Me explico, quando cristalizamos em nossa mente que seremos felizes se tivermos um dia lindo de sol, sempre que chover estaremos condenados a infelicidade. Se condicionarmos a nossa a um relacionamento perfeito , com um homem ou mulher perfeitos seremos certamente infelizes neste relacionamento, pois pessoas perfeitas não existem. Da mesma forma se colocarmos nossa felicidade na condição de termos o melhor carro ou a melhor casa, nossa felicidade durará pouco, pois sempre haverá casas e carros mais bonitos isso sem falar da real possibilidade de não conseguirmos conquistar tudo aquilo que sonhamos. Mas qual o segredo então? O segredo é que , como já disse, as coisas e objetos não tendo existência própria, ou seja um carro não é bonito porque está em sua essência a beleza e sim porque nós o vemos como belo através de um condicionamento de nossa mente, é a nossa mente que precisamos mudar. É interiormente que precisamos construir nossa felicidade, ao ponto de aceitarmos os dias chuvosos como belos também ou pelo menos entendermos que eles são extremamente necessários para que a vida se mantenha em equilíbrio. É nossa mente que precisa ser trabalhada para que entendamos a importância de descobrir a nosssa verdadeira essência para que cada um possa romper com essa existência condicionada a ganhos externos e transitórios, para uma existência de conquistas permanentes. O que são conquistas permanentes? A eliminação de sentimentos tão negativos como a vaidade por exemplo. Você já imaginou a paz que lhe trará a convicção calcada na nossa natureza última de que você é bonita sim, do jeito simples que você é, sem ter que levar uma vida voltada para as mutilações das operações plásticas, e horas e horas de sofrimento em frente a um espelho? Pense bem.
Mas o que é a natureza última? Bom fica para o próximo texto ok?
Até mais pessoal e lembro que estou a disposição de todos para a ajuda necessária, desde uma conversa entre amigos até indicação de florais ok? Um grande abraço.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Impermanência

E aí pessoal, mais um dia em que a progressão atua, esta força que nos empurra pra cima opera sempre de maneira discreta e as vezes curiosa, mas nos revelando o que até bem pouco não sabíamos. Hoje, falarei de como percebo o processo de construção do sofrimento. É Preciso entender que todos nós buscamos incessantemente a felicidade, esta é nossa preocupação básica. Lutamos diariamente para a obtenção de recursos que possam trazer conforto, saúde, uma melhor condição financeira para nossa família, enfim tudo que possa construir segurança e possibilitar uma existência feliz.
Mas porque seguimos convivendo com o sofrimento e consequentemente experimentando a infelicidade mesmo quando atingimos nossas metas que em tese acabariam com este sofrimento? Porque estamos presos à uma estrutura onde a relação e funcionamento de seus elementos são impermanentes. Vejamos um exemplo. Quando a preocupação de alguém é com a sua saúde, de seu esposo ou esposa e de seus filhos, ele pode batalhar muito para conseguir um emprego que tenha um bom plano de saúde. Realizado este feito, há a experimentação de uma felicidade relativa, afinal estão todos cobertos pelo tão desejado plano, mas é inegável que há o surgimento de outro tipo de sofrimento. Pode ser a crescente insatisfação por esta pessoa não estar fazendo o que gosta no novo emprego, ou uma preocupação constante com a possibilidade de vir a perder este emprego. Isto é o resultado da impermanência. Da mesma forma, quando conseguimos comprar o tão sonhado carro zero, no momento em que vamos tirar o carro da loja, se inicia uma série de aborrecimentos que não damos importância naquela hora, pois estamos vivenciando uma onda de euforia. Temos que providenciar a transferência do bem para o nosso nome, é preciso providenciar o seguro para o automóvel, passaremos a ter uma despesa extra e além disso começaremos a sofrer pelo apego que começamos a desenvolver pelo novo carro. Assim ficamos todo o tempo preocupados em evitar danos ao nosso patrimônio e quando acontece o primeiro arranhão na lataria é como se a doçura da aquisição cedesse lugar ao fel da constatação que nos tira a alegria: nosso carro está se deteriorando! Isto é impermanência, isto causa sofrimento. A simples desconfiança de que um dia iremos nos separar dos objetos ou pessoas que nos alegram é já um tipo de sofrimento.
A reação que tomamos face à este fenômeno, se constitui na constante luta por novas aquisições, novos carros, casas, viajens, roupas novas, livros, cd´s, móveis, plásticas, namorados, namoradas, em um processo cíclico e interminável de alegrias e tristezas se manifestando como o percurso de uma montanha russa, agora lá em cima e daqui a pouco lá em baixo. E o que é pior, geralmento experienciamos longos períodos de sofrimentos decorrentes de atos que nos deram alguns momentos de euforia. Esta estrutura é chamado pelos Budistas de Samsara, um ciclo de renascimento e morte ao qual permanecemos presos pelo apego, pela não sabedoria e por vivermos afastados de nossa verdadeira natureza. A boa notícia é que podemos romper gradualmente nossa ligação com o Samsara, ou roda da vida, através de uma postura diferente frente a vida, o que Buda chamou de nobre caminho óctuplo. Só que isso é assunto para novos textos. Um abração a todos, e quem quiser ajuda, entre em contato através do blog ou diretamente para meu e-mail ok?

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Sofrimento?


A lavadeira do rio ,
muito lençol pra lavar,
fica faltando uma saia,
quando o sabão se acabar.

Lenine , disco Falange Canibal .

Oi meus amigos, que a luz habite em cada um de nós.


Algum tempo atrás tive a compreensão de que o sofrimento era uma das questões centrais dos assuntos tratados em reuniões de ajuda de um centro espírita em que realizei trabalho voluntário próximo de onde moro. Lá, me vendo em meio a uma corrente de expectativa por respostas que dessem um sentido a esta energia que circula entre nós, e por sentir também esta energia forjando pensamentos e ações dentro de meu ser, que decidi aprender um pouco mais sobre sofrimento. Li sobre o assunto, em fontes diferentes e testei tudo o que julguei de valor para poder criar uma situação de entendimento desta faceta humana. Penso ter encontrado um caminho muito promissor na filosofia de Buda. O testemunho de Buda, já que ele viveu o que ensinou, teve o seu teor mais grosso, validado dentro de mim de uma forma natural e espontânea. Buda diz, como exemplo, que existe sofrimento sim, e que ele habita no meio de toda e qualquer manifestação humana e mais: Na raiz de todo prazer ou alegria há a semente do sofrimento, quer se manifestando de forma sutil, quer de forma bem presente.

Isto, num primeiro momento pode soar demasiadamente pessimista, mas digo que as notícias ruins param por aqui. O que Buda mostrou a seguir , foi que embora o sofrimento exista sim, ele não possui uma existência inerente, nós os construímos. Como? Com nossos erros, enganos, com a não sabedoria das coisas. E vai mais longe, assegura que se eles não existem por si só, e sim porque os criamos, os construímos, estes sofrimentos podem ser desconstruídos. Como ? Seguindo um caminho conhecido como o nobre caminho óctuplo prescrito por Buda após sua própria vivência deste caminho. É uma proposta que foca a sublimação de si mesmo a cada dia, aos poucos. Mas o que quero destacar é a nova base que podemos criar a partir destas revelações, quando tomamos ciência de que não sofremos por um decreto Divino e natural, e mais importante ainda, que podemos influir a nosso favor no processo.

Se formos capazes de desconstruir o sofrimento ele cessa, essa foi a constatação que mais me deu esperança. Quando este enfoque é dado no trato com a questão do sofrimento, há um certo conforto nas pessoas e também se verifica o nascer de uma vontade de despertar, em cada uma delas , de se por a caminho na busca de uma nova sabedoria, e isto é extremamente positivo e um ganho real para todos que queiram uma vida melhor, uma vida de mais paz e felicidade.

No próximo texto vou falar um pouco sobre como vejo este processo em andamento , como se dá o sofrimento , em que bases ocorrem e peço que manifestem suas opiniões pelo blog ou pelo e-mail. Um abração.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Primeiro Texto

Oi Pessoal tudo bem? Este é o primeiro texto que escrevo no blog e é com alegria que o faço. Alegria porque a proposta deste blog é ajudar a quem quer que seja, de uma maneira simples direta e sincera. A minha intenção é a de abrir um canal de comunicação com todos aqueles que estão procurando informações e apoio para resolução de suas dificuldades e problemas, inerentes a nossa caminhada aqui na Terra. Em alguns momentos nos sentimos tão desamparados que não sabemos a quem pedir socorro sobre nossas dúvidas, anseios e questionamentos. Com isso em mente, decidi compartilhar todas as minhas descobertas feitas durante a minha caminhada em todas as áreas que pesquisei ou pratiquei. Também sofri muito com a falta de conhecimento sobre as questões cruciais de minha vida, mas graças a Deus tive oportunidade de contar sempre com o apoio de pessoas dispostas a me estender a mão nos momentos difíceis. E foi assim que trilhei o caminho do espiritismo, com muita leitura e trabalho voluntário, que pude me tornar Reikiano nível 3, que pude pesquisar e experimentar os inúmeros benefícios das essências florais e por fim começar recentemente um estudo profundo sobre a filosofia Budista e os benefícios da meditação. Agora já tendo colhido muita coisa boa em minha vida devido a todos esses esforços, sinto que é hora de compartilhar, e por isso me coloco a disposição de todos para contribuir humildemente, de uma forma bem despreendida, não de alguém querendo ensinar alguma coisa, mas sim a de um amigo que ajuda incondicionalmente e que não cobra absolutamente nada. A idéia é apresentar um texto diário que fale sobre temas relacionados com a reforma íntima, desenvolvimento espiritual e crescimento pessoal , além de permitir que qualquer pessoa possa fazer perguntas através do próprio blog ou direto para meu e-mail. Agradeço desde já a todos e desejo muita luz e felicidade em todos os corações.
Nelson.