
A lavadeira do rio ,
muito lençol pra lavar,
fica faltando uma saia,
quando o sabão se acabar.
Lenine , disco Falange Canibal .
Oi meus amigos, que a luz habite em cada um de nós.
muito lençol pra lavar,
fica faltando uma saia,
quando o sabão se acabar.
Lenine , disco Falange Canibal .
Oi meus amigos, que a luz habite em cada um de nós.
Algum tempo atrás tive a compreensão de que o sofrimento era uma das questões centrais dos assuntos tratados em reuniões de ajuda de um centro espírita em que realizei trabalho voluntário próximo de onde moro. Lá, me vendo em meio a uma corrente de expectativa por respostas que dessem um sentido a esta energia que circula entre nós, e por sentir também esta energia forjando pensamentos e ações dentro de meu ser, que decidi aprender um pouco mais sobre sofrimento. Li sobre o assunto, em fontes diferentes e testei tudo o que julguei de valor para poder criar uma situação de entendimento desta faceta humana. Penso ter encontrado um caminho muito promissor na filosofia de Buda. O testemunho de Buda, já que ele viveu o que ensinou, teve o seu teor mais grosso, validado dentro de mim de uma forma natural e espontânea. Buda diz, como exemplo, que existe sofrimento sim, e que ele habita no meio de toda e qualquer manifestação humana e mais: Na raiz de todo prazer ou alegria há a semente do sofrimento, quer se manifestando de forma sutil, quer de forma bem presente.
Isto, num primeiro momento pode soar demasiadamente pessimista, mas digo que as notícias ruins param por aqui. O que Buda mostrou a seguir , foi que embora o sofrimento exista sim, ele não possui uma existência inerente, nós os construímos. Como? Com nossos erros, enganos, com a não sabedoria das coisas. E vai mais longe, assegura que se eles não existem por si só, e sim porque os criamos, os construímos, estes sofrimentos podem ser desconstruídos. Como ? Seguindo um caminho conhecido como o nobre caminho óctuplo prescrito por Buda após sua própria vivência deste caminho. É uma proposta que foca a sublimação de si mesmo a cada dia, aos poucos. Mas o que quero destacar é a nova base que podemos criar a partir destas revelações, quando tomamos ciência de que não sofremos por um decreto Divino e natural, e mais importante ainda, que podemos influir a nosso favor no processo.
Se formos capazes de desconstruir o sofrimento ele cessa, essa foi a constatação que mais me deu esperança. Quando este enfoque é dado no trato com a questão do sofrimento, há um certo conforto nas pessoas e também se verifica o nascer de uma vontade de despertar, em cada uma delas , de se por a caminho na busca de uma nova sabedoria, e isto é extremamente positivo e um ganho real para todos que queiram uma vida melhor, uma vida de mais paz e felicidade.
No próximo texto vou falar um pouco sobre como vejo este processo em andamento , como se dá o sofrimento , em que bases ocorrem e peço que manifestem suas opiniões pelo blog ou pelo e-mail. Um abração.
Nenhum comentário:
Postar um comentário