Tenho falado nos textos anteriores sobre a nossa verdadeira essência. É importante então que agora nós possamos nos deter especificamente sobre este tema para entendermos mais claramente sua importância no processo de desenvolvimento pessoal de cada um. Tanto o Budismo como o Espiritismo trazem informações preciosas sobre nossa verdadeira essência e embora achando que o Budismo se debruça mais detalhadamente sobre esta questão falarei usando o enfoque espírita por achar de mais simples entendimento.
Basicamente o que nos diz a teoria espírita é que no momento de nossa criação estamos totalmente puros em nossa essência, um princípio inteligente não perfeito mas perfectível. Explicando melhor não somos perfeitos pois estamos desprovidos de conhecimentos, mas perfectíveis por termos os meios para aquisição dos conhecimentos nescessários para atingir este estado de sabedoria. O que ocorre durante este processo é que, desprovidos desta sabedoria aprendemos cometendo erros, e vivenciando todas as sensações e consequências de nossos atos.
É claro que seria muito injusto se nós pagássemos por erros cometidos durante nossa aprendizagem pela nossa própria condição de ignorância. Mas como foi dito por Cristo que os tempos de ignorância não são levados em conta e mais, disse Cristo também que sendo o espírito ignorante não pode ver e portanto não pode ser considerado culpado, mas no momento em que aprendeu já sabe, já vê e então colhe o resultado de seu plantio.
Não somos punidos então pelo erro e sim pelo apego ao erro. Nos apegamos ao egoísmo para preservar nosso conforto, por exemplo, mesmo sabendo que outros seres estão sofrendo com este procedimento e é aí que começam os nossos problemas.
Nossa verdadeira essência é como uma chama colocada em uma redoma muito límpida e que irradia sua através de nosso ser. A cada ato equivocado de nossa parte ou cada identidade artificial que assumimos esta redoma se vê coberta por uma camada de impureza, e estas impureza constantemente depositadas sobre esta redoma vai impedindo que a luz se irradie para fora e acaba confinada nesta redoma preta de sujeira.
Quando falamos que estamos afastados de nossa verdadeira essência é justamente não termos mais contato com nossa chama interior e como toda luz que fica confinada ela queima o que lhe apriosiona no caso nosso espírito, que no caso é a redoma que envolve a luz.
Para encontrar nossa essência é necessário limpar nosso espírito com ações diferentes, ações de compaixão de ajuda e compromisso com todos os nossos irmãos. Só assim iremos clarear a redoma e deixar que esta luz vivificante possa novamente circular por nosso ser trazendo a alegria e lucidez . Isso leva tempo mas mesmo com o processo lonje do fim já é possível colher os frutos de uma felicidade relativa.
Um abraços a todos.
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